Filosofia Empresarial
A proposta pedagógica da Escola Sarandi está embasada nos quatro pilares da educação segundo Jaques Delors e em princípios que norteiam a sua práxis educativa.
1 – APRENDER A SER
A educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa: corpo e mente-inteligência, sensibilidade, estética, responsabilidade, espiritualidade. A escola oferece aos seus alunos a possibilidade da educação dos sentidos, da descoberta, da experimentação estética, científica, artística, desportiva, cultural, social que complementam a sua formação. Abordamos a educação como um processo individual e, ao mesmo tempo, social e interativo.
2 – APRENDER A CONVIVER
Desenvolvemos uma educação capaz de evitar conflitos ou de os resolver de maneira pacífica, desenvolvendo o conhecimento dos outros, das suas culturas e espiritualidade. Propomos atitudes de respeito, justiça, solidariedade e diálogo. Também incentivamos a participação em projetos comuns, importantes para resolver conflitos latentes. Com base nisso, a escola procura oportunizar situações que levem à boa convivência.
3 – APRENDER A FAZER
Ensinamos os alunos a pôr em prática seus conhecimentos. Privilegiamos a aplicação da teoria na prática bem como a capacidade de comunicar-se, de trabalhar com os outros, de inferir e de resolver conflitos. Aprender a fazer não significa preparar alguém para uma tarefa bem determinada, mas sim desenvolver competências e habilidades que tornem o ser humano autônomo para enfrentar os desafios da ciência, da tecnologia e do social.
4 – APRENDER A APRENDER
O aprender a aprender exercita a memória, a atenção e o pensamento. Quando falamos em memória, nos referimos à memória associativa e não apenas mecânica. Ela deve ser treinada desde a infância. O pensamento deve comportar avanços entre o concreto e o abstrato e combinar tanto no ensino como na pesquisa os dois métodos: o indutivo e o dedutivo. A escola dá a base para que o estudante continue a aprender ao longo de toda a vida.
Princípios
1. AUTONOMIA
Todas as ações educativas são planejadas visando o desenvolvimento e a prática da autonomia. O aluno precisa ter autoconfiança, segurança, independência nas suas ações, atitudes e falas para tornar-se cidadão qualificado para o mundo acadêmico e do trabalho na conquista pessoal e profissional.
2. FLEXIBILIDADE
O currículo precisa estar aberto às informações da contemporaneidade e adequar-se a elas. Não ficar restrito apenas aos conhecimentos históricos, aqueles construídos pela humanidade, mas também acompanhar a evolução dos tempos. A dinamicidade do mundo moderno exige constantes mudanças de paradigmas para acompanhar os avanços científicos, tecnológicos, sociais e comportamentais. Nada é definitivo, estático, por isso o princípio da flexibilidade é importante para a atualização do conhecimento.
3. PARTICIPAÇÃO
O processo educativo não é passivo, ele é interativo e dinâmico, o aluno é sujeito e agente do processo. Também a participação implica no engajamento em todos os eventos, ações, atividades, projetos, áreas do conhecimento objetivando a formação integral do educando e a transformação da sociedade. Num primeiro momento ela é estimulada e determinada até tornar-se uma prática natural e espontânea.
4. CONHECIMENTO
Contempla todas as áreas do saber e transforma informação em conhecimento. Desenvolve competências e habilidades a partir dos conteúdos como: argumentar, interpretar, raciocinar, inferir, dialogar, realizar a interdisciplinaridade, o letramento, a criticidade, o discernimento.
5. EQUIDADE
Valores bem definidos. Desenvolve a prática da justa medida, a igualdade de oportunidades, direitos, deveres e espaços de crescimento e convivência.
6. SOCIALIZAÇÃO
A escola é um espaço de socialização. O respeito, a justiça, a amizade, a troca, o afeto, o bem-querer, estão presentes no cotidiano escolar entre todos integrantes da comunidade escolar.
7. INCLUSÃO
Respeito às diferenças quer social, racial, física, intelectual, religiosa… Não é permitido discriminação de qualquer natureza.
8. CONVIVÊNCIA
As regras são construídas coletivamente; liberdade de expressão fundamentada no respeito mútuo; reavaliação e reformulação das regras sempre que necessário; as regras são validadas para toda a comunidade escolar; medidas punitivas e arbitrárias são substituídas por medidas educativas como a sanção por reciprocidade; a escola e a família constroem uma relação de parceria respeitando os papeis que competem a cada uma.
As regras são construídas coletivamente; liberdade de expressão fundamentada no respeito mútuo; reavaliação e reformulação das regras sempre que necessário; as regras são validadas para toda a comunidade escolar; medidas punitivas e arbitrárias são substituídas por medidas educativas como a sanção por reciprocidade; a escola e a família constroem uma relação de parceria respeitando os papeis que competem a cada uma.
Práxis Pedagógica e Operacionalização do Currículo
Alfabetização e letramento permanente
Alfabetização como um processo que oportuniza a leitura de mundo, indo além da decodificação de símbolos e não se limitando às séries iniciais. A compreensão e a interpretação das leituras são condições “sine qua non” para uma cidadania consciente e autônoma. O letramento, que é a utilização da língua em todas as suas manifestações e práticas sociais, deve ser permanentemente reforçado. É necessário que o educando tenha acesso ao universo dos textos que circulam socialmente para que possa participar do processo da escrita em desenvoltura e de forma autônoma.
Currículo interdisciplinar e contextualizado
A escola desenvolve seu currículo de forma contextualizada e interdisciplinar para que os alunos possam fazer associações, os cruzamentos entre as diversas disciplinas e conteúdos afins. Situar o aluno no tempo e espaço em que vive, interdisciplinarizando e contextualizando o seu modus vivendi, torna o currículo em seu processo educativo, menos complexo, mais real e mais significativo.
Avaliação
A escola trata a avaliação como:
- Um processo permanentemente de ação-reflexão-ação;
- Diagnóstica;
- A qualidade prepondera sobre a quantidade;
- Cumulativa, a fim de que os alunos tenham sempre presentes os conteúdos desenvolvidos;
- Classificatória, notas de zero a cem;
- Expressão trimestral de resultados;
- Recuperação paralela ao período letivo;
- Estudos prolongados de recuperação.